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Para a avaliação de bens móveis, tais como instalações industriais, indústrias, máquinas, equipamentos, móveis e utensílios, há uma ampla gama de finalidades. Dentre as principais podemos destacar as reavaliações de ativos imobilizados, avaliações para alienação, fusões, aquisições, incorporações, leilões, garantias, penhoras, seguros, patrimoniais e comércio exterior.

Trata-se de uma tarefa árdua, exigindo por parte do engenheiro de avaliações uma grande experiência, pois os ativos industriais assumem valores diferenciados em função da finalidade da avaliação. O profissional habilitado para este tipo de avaliação é o Engenheiro Mecânico, profundo conhecedor das particularidades das máquinas.

A norma específica para os bens móveis neste caso é a ABNT – NBR 14653-5 – “Avaliação de bens – Parte 5: Máquinas, equipamentos, instalações e bens industriais em geral”. Os métodos avaliatórios são definidos através de três enfoques básicos, que formamo o tripé metodológico da Avaliação:

a) Método comparativo direto de dados de mercado, que consiste em se cotejar o bem com outros similares.

b) Método do custo, que mensura o quanto seria necessário para repor um determinado bem, através de orçamentos sintéticos ou analíticos.

c) Método da renda, que consiste em valorar o bem a partir da sua possibilidade de renda futura, e neste caso estaríamos refletindo a valoração econômica.

Um equipamento, ao ser avaliado, deve ser identificado primeiramente qual o valor que se deseja obter. O bem pode ser valorado para seu atual uso (Valor Patrimonial) ou valorado para uma desmobilização ou liquidação (Valor para Venda). Além disso, deve-se verificar a possível influência das despesas de desmontagem, remoção, revisão, recondicionamento e comercialização.

Podemos observar que máquinas com elevados percentuais de instalação sofrem perdas representativas quando são avaliadas para fins de venda. Já equipamentos que permitem fácil remoção, esta perda de valor é menor. No caso de máquinas operatrizes (tornos, fresas, furadeiras, etc..), guindastes, gruas, empilhadeiras, compressores, motogeradores e outros itens de fácil remoção ou deslocamento, esta perda é menor, mas ocorre e é latente na comercialização de bens usados.

A dificuldade neste tipo de avaliação se deve ao fato que as indústrias raramente oferecem condições de serem avaliadas através de critérios comparativos. Em sentido oposto, tem-se os imóveis urbanos, na qual geralmente encontramos elementos comparativos nas proximidades que servem de cotejamento. Já uma indústria em avaliação, mesmo que possua diversas concorrentes, ou que seu setor de atuação possua diversas empresas, provavelmente não teríamos empresas exatamente com o mesmo perfil em processo de comercialização.

Por isso, para a avaliação de máquinas é necessário um engenheiro com uma boa experiência na área, que saiba discernir quais são os principais aspectos de cada máquina que podem influir no seu valor.

Avaliação de bens com Qualidade

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