Conforme os critérios da avaliação patrimonial, a avaliação de ativo imobilizado tem por finalidade identificar para cada um dos bens da conta que se pretende avaliar, os respectivos valores destes bens, sob o enfoque da reposição ou reedição no destino.

Devemos lembrar que um dos principais aspectos da avaliação dos ativos imobilizados é o reconhecimento dos mesmos; Em suma, eles são os bens mantidos para o uso da produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos e se espera utilizar por mais de um período.

Com a atualização da lei 6.404/76 pela lei 11.638/07, extinguiu-se a conta de reavaliação, passando a vigorar a conta de Ajuste de Avaliação Patrimonial.

Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a preço de mercado.

Este ajuste nada mais é do que a nova avaliação de itens do ativo pelo seu valor de mercado. Ocorre normalmente quando o item do ativo corrigido monetariamente está registrado por um valor defasado do real (o custo corrigido é menor que o preço de mercado). Abandona-se o custo histórico corrigido e atribui-se um novo valor econômico. Frequentemente, o ajuste ocorre sobre itens do imobilizado por ser, neste grupo, mais comum a defasagem do preço de custo, mesmo corrigido, com o preço de mercado.

Esta defasagem ocorre pois as depreciações contábeis dos ativos imobilizados apresentam uma taxa mais acelerada do que a depreciação técnica, o que cria um descompasso entre o valor contábil e o valor de mercado do ativo.

A lei 11.638 admite o ajuste dos bens do ativo imobilizado, desde que baseada em laudo de avaliação elaborado por peritos.

Avaliação de bens com Qualidade

Atendemos todo o Brasil!

laudo-de-avaliacao-de-maquinas-equipamentos-e-utensilios

Para a avaliação de bens móveis, tais como instalações industriais, indústrias, máquinas, equipamentos, móveis e utensílios, há uma ampla gama de finalidades. Dentre as principais podemos destacar as reavaliações de ativos imobilizados, avaliações para alienação, fusões, aquisições, incorporações, leilões, garantias, penhoras, seguros, patrimoniais e comércio exterior.

Trata-se de uma tarefa árdua, exigindo por parte do engenheiro de avaliações uma grande experiência, pois os ativos industriais assumem valores diferenciados em função da finalidade da avaliação. O profissional habilitado para este tipo de avaliação é o Engenheiro Mecânico, profundo conhecedor das particularidades das máquinas.

A norma específica para os bens móveis neste caso é a ABNT – NBR 14653-5 – “Avaliação de bens – Parte 5: Máquinas, equipamentos, instalações e bens industriais em geral”. Os métodos avaliatórios são definidos através de três enfoques básicos, que formamo o tripé metodológico da Avaliação:

a) Método comparativo direto de dados de mercado, que consiste em se cotejar o bem com outros similares.

b) Método do custo, que mensura o quanto seria necessário para repor um determinado bem, através de orçamentos sintéticos ou analíticos.

c) Método da renda, que consiste em valorar o bem a partir da sua possibilidade de renda futura, e neste caso estaríamos refletindo a valoração econômica.

Um equipamento, ao ser avaliado, deve ser identificado primeiramente qual o valor que se deseja obter. O bem pode ser valorado para seu atual uso (Valor Patrimonial) ou valorado para uma desmobilização ou liquidação (Valor para Venda). Além disso, deve-se verificar a possível influência das despesas de desmontagem, remoção, revisão, recondicionamento e comercialização.

Podemos observar que máquinas com elevados percentuais de instalação sofrem perdas representativas quando são avaliadas para fins de venda. Já equipamentos que permitem fácil remoção, esta perda de valor é menor. No caso de máquinas operatrizes (tornos, fresas, furadeiras, etc..), guindastes, gruas, empilhadeiras, compressores, motogeradores e outros itens de fácil remoção ou deslocamento, esta perda é menor, mas ocorre e é latente na comercialização de bens usados.

A dificuldade neste tipo de avaliação se deve ao fato que as indústrias raramente oferecem condições de serem avaliadas através de critérios comparativos. Em sentido oposto, tem-se os imóveis urbanos, na qual geralmente encontramos elementos comparativos nas proximidades que servem de cotejamento. Já uma indústria em avaliação, mesmo que possua diversas concorrentes, ou que seu setor de atuação possua diversas empresas, provavelmente não teríamos empresas exatamente com o mesmo perfil em processo de comercialização.

Por isso, para a avaliação de máquinas é necessário um engenheiro com uma boa experiência na área, que saiba discernir quais são os principais aspectos de cada máquina que podem influir no seu valor.

Avaliação de bens com Qualidade

Atendemos todo o Brasil!