As avaliações ligadas a sinistros estão geralmente relacionadas com a existência de uma apólice de seguros.

A atividade empresarial do seguro é regulamentada em lei e as diretrizes, no Brasil, são ditadas pelo Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Porém, deve-se revelar que o IRB não estabelece enfoques específicos no que tange à valoração dos bens.

Salvado: Objeto que se consegue resgatar de um sinistro e que ainda possui valor.

Seguro: Transferência de risco garantida por contrato, pelo qual uma das partes se obriga, mediante cobrança de prêmio, a indenizar a outra pela ocorrência de sinistro coberto pela apólice.

Sinistro: Evento que causa perda financeira.

A indenização paga pela seguradora em consequência se um sinistro corresponde ao valor efetivo do prejuízo, limitado à importância segurada. Decorre daí que, caso o bem tenha sido segurado por uma importância superior ao seu valor, a indenização a este se limita, embora o prêmio tenha sido pago em proporção à importância segurada; se o bem tiver sido segurado por uma importância inferior ao seu valor, obviamente o seguro será insuficiente.

O seguro será corretamente contratado se a importância segurada corresponder ao valor do bem, que tenha sido objeto de uma criteriosa e documentada avaliação.

Na área industrial, devem ser considerados três tipos principais de coberturas:

1. Seguro de transporte: Quando se trata de um bem novo, a importância segurada deve corresponder ao preço pelo qual o bem foi adquirido, constante da fatura. Se o bem não for novo, a importância segurada deverá ser definida por uma avaliação técnica.

2. Seguro de incêndio

3. Seguro de riscos de engenharia: Este tipo de seguro é realizado em três coberturas distintas, que são obras civis em construção, instalação e montagem e quebras de máquinas.

O seguro de obras civis cobre sinistros ocorridos por erros de projeto e erros na execução das obras de construção das edificações; indeniza mão-de-obra, fretes, impostos e emolumentos.

O seguro de instalação e montagem cobre sinistros decorrentes de erros de instalação e de montagem de equipamentos; indeniza mão-de-obra, despesas aduaneiras, fretes, impostos e emolumentos. O seguro de quebra de máquinas visa indenizar recondicionamentos em equipamentos avariados, cobre defeitos de materiais e defeitos de fabricação, erros de projeto, imperícia ou negligência no uso da máquina, atos dolosos ou culposos, danos provocados por curto-circuito e por esforços excessivos, inclusive desintegração por efeito de força centrífuga.

As avaliações para seguros de riscos de engenharia devem ser consideradas caso a caso, dependem do tipo de obra, de sua finalidade, da complexidade da montagem e da análise, e dos tipos de avarias possíveis em cada máquina.

A ABNT normalizou procedimentos específico na apuração de valores em risco. “O valor em risco compreende o somatório dos valores necessários à reposição ou reconstrução dos seguintes bens:

  • Sistemas de utilidades
  • Edificações e suas instalações
  • Máquinas, móveis, utensílios, equipamentos e suas instalações
  • Mercadorias e matérias-primas.

Sempre que possível, devem ser identificados os valores de mercado para reposição dos bens, com a utilização do método comparativo direto de dados de mercado. Devem ser acrescentados os dispêndios necessários para suas instalações (frete, base, interligações e montagem). Os resultados apurados correspondem aos valores em risco destes bens.

Caso o bem não possa ser reposto nas condições em que se encontra ou se encontrava, utiliza-se o custo de reedição (conhecido no mercado segurador como “valor atual”). A avaliação para esta finalidade deve refletir a reposição dos bens nas condições em que se encontram, com a consideração dos gastos com instalações e montagem.

O engenheiro de avaliações deve relacionar os bens a serem avaliados dentro do objeto da sua contratação. O inventário físico dos bens em risco deve estar relacionado a uma planta de localização ou desenho esquemático. Para este tipo de avaliação, o valor do terreno deve ser desconsiderado. Para este tipo de avaliação, o valor das fundações é usualmente desconsiderado.

Caso seja solicitado, podem ser apresentados os valores do prédio nas duas condições (com e sem fundações). Para avaliação das edificações deve ser utilizado o método da quantificação de custo, definido na NBR 14653-1 e detalhado na NBR 14653-2.

Para a avaliação de produtos, acabados ou não, devem ser considerados o estágio de sua produção e seus custos correspondentes.

Em caso de avaliação decorrente de sinistro, o engenheiro de avaliações deve; identificar os indícios causadores: apurar, a partir da reclamação do segurado, a extensão dos danos; fixar o valor do prejuízo e avaliar o salvado. O engenheiro de avaliações deve relacionar os bens a serem avaliados, dentro do objeto da sua contratação.

Avaliação de bens com Qualidade

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